terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jornalismo de Rock no Brasil - A História


Estudantes do curso de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul de São Paulo retratarão a trajetória da cobertura do rock no Brasil em um vídeo-documentário. Ao iniciar as pesquisas para um trabalho de conclusão de curso, os alunos Virgínia Delfino (23) e Tomás Lombardi (23) notaram que este tema ainda não possuía documentos: “Não encontramos nada focado na história do jornalismo especializado em rock no Brasil, por isso decidimos fazer essa pesquisa e registrá-la por meio de um vídeo-documentário”, explica Lombardi.

A proposta da dupla é entrevistar jornalistas e roqueiros que participaram desse movimento e reunir seus depoimentos e imagens de arquivo. O projeto foi bem recebido pelos professores: “O mérito do trabalho é a inovação, pois não existem pesquisas sobre o fazer jornalismo especializado em rock.”, comenta Flávia Serralvo, professora do curso de jornalismo.

Os alunos contaram com a colaboração da jornalista Patrícia Rocco para a construção do pré-projeto do TCC. “Participei dessa história nos anos 90 como leitora e não como jornalista, por isso minha contribuição é isenta”, afirma Rocco.

O documentário será finalizado em outubro deste ano, mas os alunos já fazem planos para essa proposta: “Queremos levar esse projeto adiante e transformá-lo em um longa-metragem e quem sabe escrever um livro”, diz Delfino.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Entrevista com a jornalista Patrícia Rocco


Patrícia Rocco começou a navegar pelos mares do jornalismo quando ainda era estudante na Fundação Cásper Líbero. A jovem idealista se deparou com uma realidade bem diferente do que imaginava e aprendeu na prática como as coisas realmente funcionam. Passou pela TV Gazeta, A Gazeta Esportiva, Revista Simples?, TV Cultura e Rede TV! e hoje é assessora de imprensa de uma empresa de tecnologia.

Fui recebida com muita simpatia pela loirinha divertida e toda tatuada. Conversamos em sua mesa, entre pilhas de papéis bagunçados e bonecos de criança. O escritório estava cheio, mas parecia que estávamos a sós, ela me deixou muito a vontade e demos boas gargalhadas durante a entrevista. Com muita doçura narrou sua trajetória e experiências de vida fantásticas, capazes de inspirar ainda mais os amantes do jornalismo. Depois de 10 anos de muita dedicação, e com apenas 31 anos, ela conta o que a impulsionou a mergulhar na profissão e como conseguiu se tornar uma excelente profissional.







Meninadocabelorosa: Porque você escolheu o jornalismo?
Paty Rocco: Desde criança, sempre gostei muito de ler. E mantive o hábito. Por conseqüência, escrever sempre foi uma tarefa fácil e prazerosa. Quando estava na 5ª. série, ganhei um concurso de redação que envolvia alunos de todas as séries do ginásio. Como prêmio, fui conhecer a editora FTD e ajudar na confecção da agenda que lançariam no ano seguinte. Fiquei muito feliz ao ver meu nome publicado como colaboradora naquele trabalho. Este foi o primeiro momento em que percebi o quanto é bom você ver o próprio nome atrelado a uma produção de texto e de idéias. Por outro lado, sempre fui comunicativa e curiosa por natureza. Escolher o jornalismo como profissão foi, na verdade, uma conseqüência dos meus gostos pessoais. Queria um trabalho que unisse a escrita à possibilidade de estar sempre descobrindo e aprendendo coisas novas. Portanto, antes mesmo de chegar ao colegial, já sabia instintivamente que seria jornalista.


Meninadocabelorosa:Qual a sua opinião em relação ao curso de jornalismo?
Paty Rocco: Gostei muito do curso, mas sinceramente acho que a faculdade não prepara ninguém para ser um bom jornalista. A experiência que acumulei até aqui me mostrou que não basta escrever ou falar bem. O aspirante a jornalista precisa, antes de tudo, ter amor por alguma área do conhecimento – sejam artes, história, ciências... – e dedicar-se a ela com empenho. Além disso, é necessário ter a curiosidade e vontade de aprender como um princípio de vida. E isto a faculdade não dá para ninguém.


Meninadocabelorosa: A formação de jornalista prepara o estudante para o dia-a-dia da profissão?
Paty Rocco: Não. Como disse anteriormente a formação ajuda, mas não se encerra no curso. Antigamente os jornalistas eram pessoas sem formação específica, pois não existia faculdade para formar este tipo de profissional. Quem se dedicava a este ofício eram intelectuais de formações diversas, mas que, naturalmente, eram comunicadores. Sentiam, instintivamente, o desejo de compartilhar a informação, o conhecimento que tinham ou até mesmo defender publicamente um ideal. Esta sim é a beleza de se exercer qualquer ofício. A dedicação e a crença no que se faz.


Meninadocabelorosa:Falta alguma coisa para essa turma que está se formando agora?
Paty Rocco: É difícil generalizar, mas pelo pouco que tenho observado, me parece que as pessoas hoje estão mais preocupadas em obter um diploma do que encontrar em si mesmo o que realmente as realiza na vida. Isto é muito triste, pois cada vez mais vemos a imprensa se afastando do que se entende por jornalismo. Imagine um aspirante a jornalista que não lê! Ou que não gosta de ler. Que busca neste diploma apenas um trampolim para “ascender” socialmente. Isto tem sido muito comum... Assim como quase tudo que nos é contemporâneo, o jornalismo tem sido engolido pela agressividade do mundo do consumo e do showbusiness. O que falta para uma parcela das pessoas que estão se formando? Ideal de vida. Saber verdadeiramente o papel que a imprensa exerce em uma sociedade e o poder que tem para transformá-la tanto positiva como negativamente.


Meninadocabelorosa: Como foram as suas experiências como estagiária? O que elas agregaram à sua formação profissional?
Paty Rocco: Tive muitas experiências como estagiária. Comecei trabalhando na Assessoria de Comunicação da TV Gazeta. Depois fui contratada como repórter/estagiária no jornal A Gazeta Esportiva para atuar no caderno de Cidades e Cultura. Nesta época, a redação ficava no prédio da Folha de S. Paulo e a proximidade com tantos jornalistas foi muito importante para a minha formação. Depois fiz freelas para revistas femininas, trabalhei em editora de revistas técnicas como repórter/estagiária, TV Cultura, Rede TV!, Revista Simples?, entre outras. Toda essa experiência foi, na verdade, a minha formação.


Meninadocabelorosa:Você faria alguma coisa diferente se estivesse se formando hoje?
Paty Rocco: Durante os 4 anos que cursei a faculdade, busquei incansavelmente a experiência. Não tive medo. Trabalhei de graça quase que todo o tempo e isto foi muito importante, pois me deu bagagem e contatos. Isso certamente eu não mudaria. Acho que buscaria mais tempo para ler, ler, ler.


Meninadocabelorosa:Quais são as características que um profissional de jornalismo deve ter?
Paty Rocco: Amor pelo ofício. Assim como em toda a profissão. Se você gosta verdadeiramente do que faz, não se importará com os obstáculos que aparecerem em sua frente. Você os encarará como aprendizado.


Meninadocabelorosa:Você se decepcionou com a profissão?
Paty Rocco: Sim porque sempre fui uma pessoa idealista. Encarava o jornalismo como uma forma de contribuir para a sociedade de forma positiva. Levando a informação isenta. O que encontrei no mercado foi sempre a não isenção velada, devido ao posicionamento político de cada veículo onde trabalhei. Outra coisa que me chateou muito foi perceber o quanto as pessoas desta área são egocêntricas. Ser obrigada a lidar com isto sempre foi uma dificuldade para mim. Depois de trabalhar em diversos lugares como repórter, redatora e até roteirista, acabei rumando para assessoria de imprensa, o que era inadmissível na época da faculdade. A gente aprende né? (risos)


Meninadocabelorosa: Como você avalia o mercado de trabalho para o jornalista nos dias de hoje?
Paty Rocco: O mercado de trabalho para o jornalista sempre foi um terreno fértil, porém árido. Trabalha-se muito, ganha-se pouco. Hoje temos ainda um agravante... o número de formandos que as faculdades despejam por aí todos os anos. É claro que o mercado não absorve todo mundo. Não tem espaço! Portanto, cada vez mais a especialização e a certeza do que se faz tem sido um fator de diferenciação entre os profissionais.


Meninadocabelorosa:Na sua opinião, o jornal impresso sofrerá alguma modificação devido ao fato de muitas pessoas buscarem informações na internet?
Paty Rocco: Essa foi uma discussão intensa há algum tempo. Mas podemos ver que, passados já alguns anos, o jornal impresso continua aí, firme e forte. Acredito que a Internet veio para somar, para facilitar o acesso à informação. Porém, os vejo como veículos complementares. Sou assinante de jornal e gosto do papel. Gosto de folhear o jornal, a revista. Sentir o cheiro. Assim como um livro. Não é a mesma coisa ler na tela e sentir a história nas mãos.


Meninadocabelorosa:Você quer deixar algum recado para os futuros jornalistas?
Paty Rocco: Pelo amor de deus, meu povo! Vamos ler!! Vamos estudar... gostar do que se faz. A imprensa precisa muito de uma nova safra de profissionais mais idealistas, mais conscientes do seu papel. A transformação passou da hora de acontecer. E ela só será possível com profissionais preparados, com boa postura, boa formação, bons argumentos. A chave? Só existe uma... o conhecimento.


Essa é uma homenagem singela a essa grande amiga e excelente profissional, que me deu a oportunidade de ser sua "pupila"!! Paty, obrigada por tudo!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cemitérios podem influenciar o meio ambiente e a saúde pública


Por: Virgínia Delfino e Tomás Lombardi




“Todo cemitério é uma fonte potencial de poluição do subsolo”, diz o professor e geólogo Lezíro Marques Silva, ex-técnico da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e um dos pioneiros a estudar – em âmbitos nacional e internacional - os impactos ambientais causados pela emanação de substâncias oriundas da decomposição do corpo humano.
Pesquisador do assunto há 38 anos, Lezíro e a equipe da qual faz parte, vêem se dedicando a entender os malefícios que os cemitérios construídos sem prévio estudo do solo podem causar ao meio ambiente. “Devemos ficar atentos para uma série de fatores para a construção de um cemitério: deve ser feito um estudo hidrogeoambiental da área em que ele será construído para verificar se o solo tem condição de decompor o cadáver, se há hipótese de poluição do lençol freático da região e ainda se não causará poluição aérea devido à emissão de gases”, alerta Silva.
A curiosidade sobre os processos que norteiam a decomposição de cadáveres e, em especial como este fato interage com o meio, foram seus pontos de partida. Dentre muitas indagações, o professor buscava entender se havia relação de contaminação do solo com as cargas tóxicas que os corpos em decomposição emitem e quais os riscos para a população – principalmente às comunidades que vivem próximas a cemitérios.
Ao estudar o passo a passo do processo de decomposição do corpo humano, o professor e sua equipe constataram que os cadáveres produzem gases mortuários e um líquido chamado necrochorume (neologismo criado para designar o líquido diluente cadavérico), que podem contaminar o meio ambiente se não forem tratados de maneira adequada. Além disso, devido às condições inadequadas do solo e do clima, podem ocorrer fenômenos de conservação e os cadáveres não de decompõe totalmente.
De acordo com o Código Sanitário do Estado de São Paulo as exumações devem ser feitas após três anos do sepultamento e caso a decomposição não esteja finalizada um novo sepultamento é efetuado por mais dois anos. Ao final de cinco anos não está previsto o que fazer após a segunda exumação, caso o cadáver permaneça preservado. Essa e outras normas que regulamentam a construção e operação de cemitérios não são suficientes para conter os poluentes.




A pesquisa
Um corpo humano de 70 kg, por exemplo, demora três anos e meio para se decompor. No primeiro mês de enterrado ele produz aproximadamente 24 litros de gases e nos próximos seis meses 30 litros de necrochorume, que é composto por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas biodegradáveis, que carregam vírus e bactérias, dentre outros microorganismos. Nessa porcentagem de substâncias biodegradáveis existem duas que se destacam: a cadaverina e putrescina, que são extremamente solúveis em água, e se entram em contato com o lençol freático formam uma pluma de poluição e o contamina.
Além do processo natural de decomposição, existem também alguns fenômenos de conservação, por processos biológicos ou físico-químicos, que podem ocorrer nos corpos sepultados em solos arenosos, argilosos, úmidos e em clima extremamente quente. Nesses casos, os cadáveres permanecem preservados e podem causar conseqüências diretas e incisivas nos aspectos hidrogeológico, geoambientais e geossanitários, pois quando os corpos não sofrem a decomposição completa, os vírus e microorganismos infectantes permanecem ativos.




Condições adequadas de Sepultamento
Segundo o Prof. Lezíro, a cremação do corpo humano é a maneira mais eficaz para eliminar todas as substâncias que poderiam contaminar o meio ambiente. No entanto, quando ocorre o sepultamento, algumas medidas devem ser tomadas para que não haja riscos de contaminação.
O ideal é manter o necrochorume, substância que traz maior perigo para o meio ambiente, dentro dos túmulos para a secagem a fim de evitar a infiltração no solo e posteriormente no lençol freático. Isto é conseguido facilmente com a implantação de lajes no fundo das sepulturas para que haja a contenção do líquido. Nos casos em que as condições geoambientais e de clima não são adequadas para decompor o corpo humano, pode ser feita a utilização de substâncias que propiciem e acelerem o processo de decomposição dos cadáveres e que ainda neutralizem as substâncias emanadas por eles.
Os cemitérios são, potencialmente, empreendimentos de risco ambiental, porém, não são todos vilões do meio ambiente. No caso dos cemitérios públicos da cidade de São Paulo aproximadamente 75% se encontram com problemas, devido a condições inadequadas de sepultamento. Já os cemitérios particulares se preocupam em atender as condições adequadas, como a seleção do local e a implementação de técnicas operacionais que garantam a não contaminação do meio ambiente.


terça-feira, 17 de junho de 2008

* E M I N E N C E *



A matéria que eu escrevi sobre o EMINENCE saiu na revista Comando Rock do mês de junho! Quero agradecer ao Alan Wallace, guitarrista e fundador do EMINENCE, que me ajudou muuuito e ao Marcos Filipi, editor da revista Comando Rock!
Espero que gostem!!






quinta-feira, 1 de maio de 2008

Histórias que Reynaldo C. Tavares contou




Em seu livro, Histórias que o rádio não contou, Reynaldo C. Tavares nos guia pela trajetória da radiodifusão no Brasil através de acontecimentos nunca antes mencionados, com a visão de quem esteve nos bastidores. O autor é jornalista e radialista, viveu a época de ouro do rádio. Por isso, transmite de forma fascinante o surgimento, a aprimoração e a evolução desse incrível meio de comunicação que é o rádio.


A viagem começa apresentando a ilustre figura de Edgard Roquette Pinto, considerado o “pai da radiofonia” no Brasil. Antropólogo, etnólogo, médico, poeta e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de setembro de 1884 e morreu na mesma cidade em 15 de outubro de 1954. Roquette Pinto acreditava no ser humano e no cidadão brasileiro. O professor dizia que o povo brasileiro precisava de educação e seu trabalho contribui muito para o desenvolvimento do país, pois foi, acima de tudo um grande educador.


Logo após, a leitura nos convida a mergulhar no conceito de comunicação de massa: transmitir idéias para um grande número de pessoas. Aponta a importância do público e diz que o ouvinte/espectador, ainda não tem consciência do seu poder no direcionamento da indústria da comunicação. O rádio faz parte da grande revolução dos meios de comunicação, que conduz a uma mudança cultural da sociedade. As pessoas começaram a se relacionar de forma diferente e a enxergar os personagens do rádio, e posteriormente da televisão, como se fossem conhecidos e até mesmo da família.
Adentramos enfim a história da radiodifusão e ao seu verdadeiro inventor. Em todo mundo Guglielmo Marconi é apontado como o inventor do rádio, mas na verdade foi o Padre Roberto Landell de Moura, seu verdadeiro inventor, recebendo do governo brasileiro em 09 de março de 1901 a patente nº 3279 para um “aparelho destinado a transmissão fonética à distância, com fio e sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso”.


A primeira transmissão oficial aconteceu no dia 7 de setembro de 1922, na exposição do centenário da Independência, na Praia Vermelha no Rio de Janeiro e o primeiro a falar ao microfone foi o então presidente da república Epitácio Pessoa. No entanto, só depois de 7 meses a “PRA- 2 Sociedade Rádio do Rio de Janeiro”, criada por Roquette Pinto, iniciou as suas transmissões e foi a primeira emissora de rádio a funcionar no país, tendo a sua primeira transmissão datada de 20 de abril de 1923.
Emissoras de rádio começaram a se espalhar por todo o país e junto com elas, grandes nomes da comunicação foram revelados: Renato Murce, Manoel da Nóbrega, Ademar Casé, Paulo Machado de Carvalho, Silvio Santos, Otávio Gabus Mendes, Cid Moreira, Henrique Foréis Domingues – O Almirante, Paulo Gracindo, Heron Domingues, Ary Barroso, Vicente Leporace, Abelardo Barbosa – Chacrinha, Hebe Camargo e muitos outros.



Os locutores, que eram chamados de speakers, caracterizavam as rádios com suas vozes inconfundíveis, cativavam os ouvintes e muitas vezes se tornavam mais importantes que os programas apresentados. As locutoras encantavam o público com suas vozes doces e tiveram muito sucesso com os programas voltados para as mulheres.
Os cantores e cantoras do rádio encantaram o fantástico mundo da radiodifusão: Francisco Alves, Cauby Peixoto, Vicente Celestino, Dorival Caymmi, Nelson Gonçalves, Luiz Gonzaga, Silvio Caldas, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Maysa e Elizeth Cardoso, são alguns deles. Um marco para as cantoras foi o concurso: “Rainhas do Rádio”, que teve sua primeira edição em 1937, elegendo Linda Baptista como a primeira “Rainha do Rádio”.


As transmissões esportivas foram inauguradas com a irradiação do campeonato mundial de futebol, realizado em Marselha, na França no ano de 1938. O paulista Leonardo Gagliano Neto, transmitiu o campeonato para os ouvintes de todo o Brasil, apesar das limitações técnicas, através da “Rádio Clube do Rio de Janeiro – PRA 3”. O locutor esportivo Ary Barroso merece destaque por suas transmissões feitas de cima do telhado de um prédio vizinho ao Estádio São Januário, pois fora proibido de adentrar aos seus portões após críticas polêmicas feitas a diretoria do Vasco da Gama.
A importância dos programas jornalísticos, para a sociedade brasileira na era do rádio, é incontestável. Nos anos 40 dois noticiosos disputavam pela audiência: O Repórter Esso da Rádio Nacional e o Grande Jornal Falado Tupi.
Os programas humorísticos e as rádionovelas tiveram papel importante no entretenimento e até hoje inspiram as telenovelas e os programas de humor da televisão brasileira.


A viagem pela qual Reynaldo C. Tavares nos guia fica mais completa com os dois cds que vêm encartados ao livro. Os cds trazem arquivos de áudio com depoimentos de ilustres profissionais do rádio, que emocionados falam sobre o tempo em que estiveram atrás dos microfones, além de trechos originais de programas de auditório, programas humorísticos, do noticioso Repórter Esso, de rádionovelas, etc. Esses registros são verdadeiros documentos da história do rádio e da história do nosso país, eles nos ajudam a voltar no tempo e conseguimos por 140 minutos contemplar a época de ouro do rádio.


É fato que o rádio teve um papel importante no desenvolvimento da comunicação do país. As famílias tinham o aparelho receptor na sala, o lugar nobre da casa, e se reuniam em seu entorno para acompanhar os principais acontecimentos do Brasil e do mundo, para se divertir com os programas humorísticos, para vibrar com as irradiações das partidas de futebol e para sonhar com as fantásticas rádionovelas.
Se hoje a televisão brasileira é um exemplo devido ao seu nível de qualidade, muito se deve a contribuição do rádio e seus profissionais. Muitas pessoas anunciaram o fim do rádio com a chegada da televisão, porém, após mais de meio século de convivência, o rádio, com sua evolução, continua sendo o mais rápido veículo de comunicação de massa.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Estagiária de Jornalismo




Sem nenhum constrangimento coloco abaixo o perfil profissional que foi traçado a partir de um teste virtual... Desses de agências de emprego pela internet...

Quem é Virgínia Meira Delfino?
Podemos sugerir que Virgínia Meira Delfino seja um individuo firme e direto, buscando trabalhar voltada para o alcance de resultados.

Seu maior talento: Ser Futurista!
Este tipo de Talento se fascina com tudo que pode estar no futuro. É como se ele pudesse ver projetado na parede o que o futuro reserva. Um mundo melhor, um produto melhor, uma vida melhor. Dependendo de sua área de interesse, você consegue enxergar adiante e ver perspectivas no futuro. Muitas vezes o presente é cheio de frustrações, e as pessoas que o cercam muito desiludidas e pragmáticas. Entretanto, este Talento tem a capacidade de pintar o futuro para eles , aumentando suas percepções e alimentando seus espíritos com uma dose extra de esperança. Ele é muito procurado por aqueles que se encontram nas encruzilhadas do caminho e buscam uma orientação sobre possíveis possibilidades de solução.

O que a motiva?
Ela motiva-se pela possibilidade de ter acesso ao conhecimento, de um ambiente estruturado, que tenha contato com as pessoas.


Eita nóis...

Não ri não... é séééériioo!!!

Vídeo Backstage Sepultura

Mais um vídeo feito por mim e por Tomás Lombardi com o Sepultura.

Dessa vez esse é o Backstage com o fã Everton Frozza (muito gente boa) de Pato Branco - PR, que ganhou a promoção da loja virtual oficial do Sepultura, a Fanaction (www.fanaction.com.br).

O show aconteceu no Sesc Santo André no dia 28 de março de 2008.





Aproveitamos o espaço para agradecer as pessoas que colaboraram para a realização do vídeo: Paulo Xisto Jr., Andreas Kisses, Jean Dolabella, Derrick Green, Monika Cavalera, André (tour manager do Sepultura), ao "patobranquense" Everton Leandro Frozza e a loja virtual Fanaction.